Evangelização Infantil e Mocidade I e II

“ Há um elemento, que se não costuma pesar na balança e sem a qual a ciência econômica não passa de simples teoria . Esse elemento é a educação, não a educação intelectual, mas a educação moral. Não nos referimos, porém, à educação pelos livros e sim à que consiste na arte de formar os caracteres, à que incute hábitos, porquanto a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos. Considerando-se a aluvião de indivíduos que todos os dias são lançados na torrente da população, sem princípios, sem freios e entregues aos seus próprios instintos, serão de espantar as consequências desastrosas que daí decorrem? Quando essa arte for conhecida, compreendida e praticada, o homem terá no mundo hábitos de previdência para consigo mesmo e para com os seus, de respeito a tudo que é respeitável, hábitos que lhe permitirão atravessar menos penosamente os maus dias inevitáveis. A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar. Esse o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, o penhor de segurança de todos.” ( Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. Comentário de Kardec à questão 685 a . )

É notável verificar que as crianças educadas nos princípios espíritas adquirem uma capacidade de raciocinar precoce que as torna infinitamente mais fáceis de serem conduzidas. Nós as vimos em grande número, de todas as idades e dos dois sexos, nas diversas famílias onde fomos recebidos, e pudemos fazer essa observação pessoalmente. Isso não as priva da natural alegria, nem da jovialidade. Todavia não existe nelas essa turbulência, essa teimosia, esses caprichos que tornam tantas outras insuportáveis. Pelo contrário, revelam um fundo de docilidade, de ternura e respeito filiais que as leva a obedecer sem esforço e as torna responsáveis nos estudos. Foi o que pudemos notar, e essa observação é geralmente confirmada.” ( Kardec, Allan. Viagem Espírita Em 1862. Impressões Gerais, pp. 30 e 31.)

O Centro Espírita é, também, uma Escola, Escola de Almas, onde a tarefa da educação espírita é de alta importância, tantos para as novas gerações, como para as antigas. A tarefa da evangelização da criança e do jovem é dever de toda Casa Espírita, pois, as novas gerações são os pés que promovem o mundo futuro.

A evangelização é terapia preventiva; é ajustamento do Espírito ao pensamento do Cristo à luz da Doutrina Espírita, que dá lógica e entendimento ao Evangelho. Pois, na visão Espírita a criança não é um adulto em miniatura, nem uma cera plástica facilmente moldável; trata-se de um Espírito: em recomeço; momentaneamente em esquecimento das realizações positivas e negativas que traz das vidas pretéritas; empenhado na conquista da felicidade: redescobrindo o mundo; se reidentificando; tendendo a repetir atitudes familiares em que se comprazia antes, ou através das quais sucumbiu.

O objetivo primordial da evangelização Espírita é a educação do Espírito imortal, a construção do ser e do saber. É, também, a cooperação na construção de um mundo melhor: mais justo, mais fraterno, mais solidário. Trabalhando o despertamento das  potencialidades  do  Espírito,   suas   faculdades latentes: o amor e a ciência, formando o homem de bem, o cidadão consciente e autônomo.

Consciente da sua responsabilidade de contribuir com a preparação da criança e do jovem na construção do amanhã, o Centro Espírita Amor, Caridade e Esperança, desde os anos de 1970, tem como uma de suas atividades primordiais a Evangelização da criança e do jovem. O primeiro grupo de evangelizandos do CEACE foi formado com os filhos de seus trabalhadores e frequentadores, tendo como evangelizador Hélio Manoel Canellas. A Casa desde então cresceu e se desenvolveu, contando hoje com uma grande equipe de evangelizadores, atendendo crianças desde os três anos de idade até jovens de vinte e um anos.

As matrículas começam em março e se estendem até setembro, para a Evangelização Infantil (4ª feira – 20 h. e 6ª feira 20 h. – grupo trabalho); enquanto que para a Pre-mocidade e Mocidade (6ª feira – 20 h.),  começam em março e se efetuam ao longo do ano em curso. Em geral, a criança permanece dois anos em cada ciclo; enquanto que na mocidade II, o jovem poderá permanecer até os vinte e um anos, se assim o desejar.