Convivência fraterna

“O Centro Espírita, portanto, deve ser um espaço de convivência, em que  a fraternidade não é apenas um ideal, mas um exercício de construção de relações. Mais que uma Casa prestadora de serviços ( de alimentos, de roupas, etc.) é um espaço de convivência, onde o “assistido”, em sua condição de cidadão _ sujeito de diretos _ gosta de estar, onde seja recebido como é, com seu jeito, com suas características, com sua forma de falar, e onde possa encontrar quem se disponha a conversar com ele de forma natural, de irmão para irmão, dando-lhe tempo para que caminhe do ponto em que se encontra, e, em se desvelando, vá permitindo acesso ao seu coração e acabe abrindo-se, também, para o coração do outro, à semelhança do Bom Samaritano da história Evangélica.” ( Mário  Barbosa )  

“ A primeira tarefa de uma Casa Espírita é o estudo e a divulgação da Doutrina, de todos os modos possíveis , porque se o Espiritismo tem como bandeira “a prática da caridade”, conseqüentemente, a caridade, aí, deve ter seu devido lugar. O objetivo do Espiritismo é a transformação moral do homem,... Daí, a assistência social, a caridade material, sem a caridade moral da iluminação do beneficiado, serem paliativos cujos efeitos logo desaparecem, porque, não erradicadas as causas, permanecem-lhes as conseqüências... Conscientizar o indivíduo para as suas responsabilidades é a primeira tarefa da ação espírita no trabalho do socorro e da caridade.” ( Espíritos Diversos/Divaldo P. Franco. Palavras de Luz. Assistência Social. )

  

O Centro Espírita Amor, Caridade e Esperança inaugurou a sua primeira Convivência Fraterna em 1985, assistindo a famílias carentes da baixada fluminense, sob a direção da psicóloga Maria Aparecida Gondar Carrullo e uma grande equipe de tarefeiros do CEACE: médicos, assistente social, evangelizadores e outros. Em 1995, o então presidente, Mauro Reis Pumar,  iniciou a segunda Convivência Fraterna, atendendo à famílias carentes da comunidade da Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana e do Dona Marta, em Botafogo.

Hoje a Casa, com a ajuda das doações de alimentos feitas  por seus trabalhadores e frequentadores, assiste à quarenta famílias, devidamente cadastradas, das comunidades carentes da zona sul, oferecendo-lhes além da cesta básica e duas refeições (café da manhã e almoço, tudo feito no Centro por uma equipe de trabalhadores da Casa) Evangelização para crianças, jovens,  adultos e idosos; assistência médica; atendimento fraterno; aplicação de flúor de seis em seis meses e outros serviços de auxílio e promoção social.

As  CONVIVÊNCIAS  FRATERNAS  se  realizam:

No 1º sábado do  mês,  Convivência Fraterna I.

No 3º sábado do mês,  Convivência Fraterna II

Das  08:00  às  12 h.:30 min.

Em Dezembro, as crianças e os jovens são apadrinhados por frequentadores e trabalhadores, sendo presenteados com um kit de natal e participando de uma grande festa de confraternização.