Diretrizes Doutrinárias do CEERJ

Doutrina Espírita  ou Espiritismo, conforme reconhece o CONSELHO ESPÍRITA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, é o conjunto dos ensinamentos ministrados pelos Espíritos Superiores a Allan Kardec, com bases científicas, filosóficas e de conseqüências religiosas, devidamente codificadas nas obras por ele publicadas, tais como: O Livro Dos Espíritos (18 de abril de 1857); O Livro Dos Médiuns (1861); O Evangelho Segundo O Espiritismo (1864); O Céu E O Inferno (1865) e A Gênese (1868).

O vocábulo ESPIRITISMO, neologismo criado por Allan Kardec, compreende a Doutrina transmitida pelos Espíritos, sendo seus adeptos denominados ESPÍRITAS ou ESPIRITISTAS.

O Espiritismo, além da crença em Deus e na imortalidade da alma, base de todas as religiões, difere das demais por fundamentar-se na preexistência da alma, nas vidas sucessivas ou reencarnação, na comunicação dos Espíritos com os homens e na pluralidade dos mundos habitados.

A Doutrina dos Espíritos, embora respeite todas as crenças, não tem vínculo algum com cultos de origem africana, fetichismo, outros credos, seitas ou rituais de magismo, pois não resulta de qualquer forma de sincretismo religioso.

O Espiritismo não é o responsável pelo uso indevido da mediunidade para fins ilícitos e comerciais, uma vez que tem como norma, para todas as suas atividades o “DAÍ DE GRAÇA O QUE DE GRAÇA RECEBESTES” , recomendado por JESUS.

Longe de negar ou destruir o Evangelho, o Espiritismo confirma, explica e desenvolve tudo quanto Jesus Cristo disse e fez , tornando mais claras certas passagens que pareciam inadmissíveis, bem como reconhece que a vivência de seus ensinamentos é objetivo a ser atingido pela Humanidade.

Só há um Espiritismo, o que foi codificado por Allan Kardec, não existindo, portanto, diferentes ramificações ou categorias, como “alto” ou “baixo” Espiritismo, “Espiritismo de mesa” , “Espiritismo Elevado” ou outras desse gênero.

O CEERJ, interpretando os postulados da Doutrina dos Espíritos, para o qual o verdadeiro culto é o interior, esclarece que no Espiritismo não se adota a prática de atos, uso de objetos e cultos exteriores, tais como :

a) exorcismo;

b) sacrifícios de animais e muito menos de seres humanos;

c) rituais de iniciação de qualquer espécie ou natureza;

d) paramentos, uniformes ou roupas especiais;

e) altares, imagens, andores, ou outros objetos materiais;

f) promessas, despachos,riscaduras de cruzes, pontos ou hábitos materiais oriundos de quaisquer concepções religiosas ou filosóficas;

g) rituais e encenações extravagantes de modo a impressionar o público;

h) confecção de horóscopos, exercícios de cartomancia, jogo de búzios ou práticas similares;

i) administrações de sacramentos como batizados e casamentos, concessões de indulgências, sessões fúnebres ou reuniões especiais para preces particulares a desencarnados;

j) talismãs, amuletos, orações miraculosas, bentinhos, escapulários, breves ou quaisquer objetos semelhantes;

k) pagamentos e ou contribuições de qualquer natureza por benefícios prestados;

l) atendimento de interesses materiais para “abri caminhos” ;

m) danças, procissões e atos análogos;

n) hinos ou cantos em línguas mortas ou exóticas;

o) incenso, mirra, fumo, vela ou substâncias outras que induzam à prática de rituais;

p) quaisquer bebidas alcoólicas ou substâncias alucinógenas.

O  CEERJ; por fim, só reconhece como legítimos Centros Espíritas as Instituições que vivenciam a Doutrina Espírita tal como está claramente definida nesta Diretriz.